O Chamado

Dentro de você, se houver uma angústia, um incômodo, culpa ou qualquer sentimento que não parece estar no lugar certo, há uma semente do Cristo…

Quando parecer que tudo vai dar errado e não haverá ninguém para ajudar, existe lá uma semente do Divino…

Quando você estiver cansado de resistir, farto de haver tentado, e em vão remar contar a maré dos homens, será a hora certa de germinar o centeio do Alto.

A vida não nos proporciona só belezas. Temos que nos policiar para saber ouvir o chamado do Cristo. Este chamado pode vir em formato de uma linda criança, da perda de um ente querido, como também através da adoção de uma religião ou doutrina filosófica.

O Cristo governa estas ermas paragens no universo, e através da sua Divina misericórdia, nos ajuda a encontrar o caminho de volta à casa Paternal.

Sua presença na Terra foi o alvitre* de uma época demasiadamente perversa, mas já melhorada por seu antecessor direto das Leis.

O chamado de Jesus não tem endereço certo de chegada, não é instantâneo, são conjunções de fatores que constroem uma atitude positiva, que após desnudar o véu do Ego, mostra o caminho traçado pelo Eu Superior.

Atenda ao chamado, por mais enigmático que ele seja, por mais simples que pareça, basta estar pronto para aceitar a chama do Amor Divino no seu interior.

- N.

O nosso amigo nos ampara a consciência ao nos dizer que angústias, medos e outros sentimentos “menos nobres”, significam que somos humanos, que estamos vivos e encarnados na Terra. Isso é normal. Mais normal ainda, é aceitar que estas sensações são o começo do desconforto com a nossa atual situação. Há aí uma semente Divina.

Quando começarmos a nos desfazer destes sentimentos, veremos que é muito difícil sair dos nosso atuais hábitos. Por exemplo, o mais difícil não será aceitar uma culpa, mas criarmos uma cultura de que certas atitudes devem ser bem pensadas a fim de evitar culpas.

Em seguida, o amigo nos fala de situações que podem significar o chamado Divino. Situações tão extremas quanto o nascimento de um filho, até a perda de um ente querido. Com isso, interpreto que o chamado não tem tempo certo, pois depende unicamente de nossa consciência estourar a bolha do Ego. No penúltimo parágrafo, é exatamente esta a mensagem que é passada.

Quando domamos nosso Ego de forma a criarmos hábitos saudáveis, damos espaço para que o nosso Eu Superior passe suas mensagens ao Ego sem a interferência das nossas atitudes negativas, impregnadas ao longo de diversas existências. Penso que o chamado Divino não está condicionado a esta comunicação mais fiel, pois como disse o amigo, o chamado parte de uma semente. Neste sentido, por mais que estejamos banhados em atitudes consideradas negativas, podemos começar a regar esta semente interior para que germinem comportamentos alinhados com a ideia do Amor Divino.

Resumão? Comece a crer e a praticar. O importante é começar. :)

* Acho que com “alvitre” o amigo quis dizer que a época em que Jesus encarnou foi um conselho ou alento para o restante do mundo. Infelizmente, nosso vocabulário é limitado demais para atender às demandas dos amigos mais moralizados.

Publicado em Mensagens | 2 comentários

Um Fim Claro

“A tragédia foi sempre o preço doloroso dos prazeres fáceis.”
- Emmanuel, Paulo e Estêvão

Paulo e Estêvão

Paulo e Estêvão

Publicado em Livros | Deixar um comentário

Que Venha a Compreensão

O mais difícil não é entender os nossos hábitos negativos, muito menos aprender a controlá-los.

Com certeza, o mais difícil não é dar a cara a tapa e engolir a raiva desmedida, que só torna o desequilíbrio mais e mais acentuado.

É notório que o mais difícil não é baixar a voz e ouvir o outro com amor e clareza.

Para mim, o mais difícil ainda é compreender que tudo isso é possível de ser realizado, e que é no desenrolar da vida que isso tudo pode se tornar realidade.

“Sê como o Sândalo, que perfuma o machado que o fere.”
- Saadi

Saadi

Saadi

Publicado em Reforma Íntima | Deixar um comentário

Estudo Aberto – Evangelho Segundo Espiritismo – Cap. 2: Meu Reino Não É Deste Mundo

Download do Capítulo:  Meu Reino Não É Deste Mundo.

Citação Inicial:

1. Pilatos, tornando a entrar, pois, no palácio, e tendo feito vir Jesus, lhe disse: Sois o rei dos Judeus? Jesus lhe respondeu: Meu reino não é deste mundo. Se meu reino fosse deste mundo, minhas gentes teriam combatido para me impedir de cair nas mãos dos Judeus; mas meu reino não é aqui. Pilatos, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu não nasci e nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade; qualquer que pertença à verdade escuta minha voz (São João, cap. XVIII, v. 33, 36, 37)

Contextualizando a citação inicial, São João conta a história da captura de Jesus em Cedrom, onde costumava se encontrar com seus discípulos. Guiado por Judas, os oficiais e principais sacerdotes vieram ao encontro de Jesus para capturá-lo e levá-lo ao tempo dos Judeus.Jesus com Pilatos

Muitas passagens icônicas da bíblia se dão neste capítulo, como a traição de Judas, a tripla negação de Pedro e a escolha da soltura de Barrabás, o criminoso.

A Vida Futura

Por representar um dogma da mais alta importância, Kardec cita a vida futura como “o ponto central do ensinamento do Cristo”. Ora, caso não concordássemos com ela, como poderíamos crer nos diversos outros aspectos tanto da doutrina cristã, como de outras diversas filosofias?

O Codificador sumariza muito bem a interpretação do julgamento do Cristo: “Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus preceitos de moral não teria nenhuma razão de ser; por isso aqueles que não crêem na vida futura, imaginando que ele não fala senão da vida presente, não os compreendem ou os acham pueris”.

Kardec faz uma observação que os Judeus não tinham noções sobre a vida futura, e que, “segundo eles, a observação das leis de Deus era recompensada pelos bens da Terra, pela supremacia da sua nação, pelas vitórias sobre seus inimigos; as calamidades públicas e as derrotas eram o castigo de sua desobediência”.

Considerando o estado moral do povo da época, Jesus não poderia ter trazido a verdade completa à tona, deixando somente uma pequena pista de que havia sim uma vida futura. Por isso, ser cristão é acreditar na vida futura, mas como observa Kardec, estes conceitos foram deturpados ao longo do tempo, beirando novamente a incredulidade, “sem uma certeza absoluta”.

O papel do Espiritismo é mostrado ao clarificar as palavras do Cristo, mostrando que o conceito de vida futura não é uma hipótese, mas um fato bastante claro.

A Realeza de Jesus

Esta seção é para explicar as palavras do Cristo em relação ao título de “rei”. Kardec versa sobre a realeza genética e moral, onde explica que Jesus é então considerado rei por causa do seu mérito pessoal. Acredito que com o passar do tempo este versículo tenha perdido sua ideia original, porém, como sempre, Kardec pinça uma razão inexorável por trás do diálogo trocado com Pilatos.

O Ponto de Vista

Nesta seção, o Codificador faz o contraponto de ideias em relação a existência ou não da vida futura. Classifico estes parágrafos como um dos mais importantes da obra, pois trás uma visão clara de como temos que abordar a nossa atual encarnação. Desprovido de palavras melhores, deixo-os com Kardec:

“5. [...] Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual que é indefinida, a vida corporal não é mais que uma passagem, uma curta estção num país ingrato. As vicissitudes e as tribulações da vida não são mais que incidentes que recebe cmo paciência, porque sabe que não são senão de curta duração e devem ser seguidos de um estado mais feliz; a morte nada mais tem de apavorante, e não é mais a porta do nada, mas a da libertação que abre, ao exilado, a entrada de uma morada de felicidade e de paz. [...]“

A vida, pois, é uma viagem a um local difícil. Porém, o que se faz neste distante local, é parte da Vida Maior. O reino de Jesus não é deste mundo, e nós pertencemos ao seu reino, portanto, nosso reino também não é deste mundo. Este mundo é sim um posto avançado do deste “reino”, onde estagiamos a fim de nos despirmos de nosso Ego e alcançarmos uma verdade universal, que a nossa pobre e parca língua só consegue definir como “amor”.

Ainda no item 5, parágrafo seguinte, Kardec sugere que aquele que não crê na vida futura é “como a criança que não vê nada além dos seus brinquedos; para obtê-los não há nada que não faça; a perda do menor dos seus bens é uma tristeza pungente”. De fato, se destrincharmos um objetivo de quem não crê na vida futura até o fim, chegaremos numa triste razão: a falta de sentido real em grande parte de suas ações e atitudes [aprofundar].

Mais adiante, no item 6, após analisar a relação do homem com a natureza e tudo aquilo que ela nos provê, o Codificador observa: “Deus não condena, pois, os prazeres terrestes, mas o abuso desses prazeres em prejuízo das coisas da alma”.

Atenção: Este texto está em constante atualização, afinal, é um resultado de experiências na minha vida. O que está escrito aqui hoje, pode muito bem ser alterado para refletir uma nova visão.

Publicado em Espiritismo, Estudo Aberto | Deixar um comentário

Neal Morse: Wasted Life

Deixo com vocês uma música do primeiro álbum solo de Neal Morse, ex-membro da banda de rock progressivo Spock’s Beard. Este álbum, intitulado Testimony (2003), trata da sua conversão para o cristianismo.

Desde então, Neal vem lançando álbuns cada vez mais profundos e também evoluindo com sua técnica singular de produzir música de qualidade com emoção.

Letras de Wasted Life:

Hearts can turn away
And the roots of bitterness can carry the day
And I was done
It was over
I’d become
Just another heart without a home
And I was angry that god had left me alone

Since I had
No hope of living
I began
And started giving

My life, my shame
I gave it all to him
My heart, my strife
Can you change this wasted life?

Time
Took time away
But he was reaching when I was so far away
Through many years
Through death’s valley
He knew my tears
I believe he allowed me

My life, my sin
Oh, I gave all to him
My heart, my strife
Can you change this wasted life?

My life, my shame
Oh, I gave it all to him
My heart, my strife
Can you change this wasted life?

My love, my shame
Oh, I gave him all my pain
The truth inside
Can you change this wasted life?

My life, my shame
I gave it all to him
With tears in my eyes
Can you change this wasted life?

Publicado em Músicas | Deixar um comentário

Evangelhoterapia 1

Cap. 1 – Não Vim Destruir a Lei – Instrução dos Espíritos – Fénelon:

A revolução que se prepara é mais moral do que material; os Espíritos, mensageiros do  Senhor, inspiram a fé para que todos vós, companheiros da Doutrina, iluminados e ardentes, façais ouvir a vossa voz humilde. Sois o grão de areia, mas, sem grãos de areia, não haveria montanhas, portanto, que estas palavras: “Somos pequenos”, não tenham mais sentido para vós. Cada um tem sua missão, cada um tem seu trabalho. A formiga não constrói seu formigueiro, e os animaizinhos insignificantes não erguem continentes? A nova cruzada começou: apóstolos da paz universal e não da guerra, São Bernardos modernos, olhai e andai para a frente! A lei dos mundos é a lei do progresso.

Fénelon

Leia também a obra The Existence of God, por Fénelon no Século XVII, especialmente a última seção.

Publicado em Espiritismo | Deixar um comentário

Estudo Aberto – Evangelho Segundo Espiritismo – Cap. 1: Não Vim Destruir a Lei

Download do Capítulo: Não Vim Destruir a Lei.

Citação Inicial:

1. “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas, não vim
destruí-los, mas dar-lhes cumprimento. Eu vos digo em verdade
que o Céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei
seja cumprido completamente, até o último jota e o último ponto.”
(Mateus, 5:17 e 18)

Moisés

Moisés atuou como um governante temporário, que teve que impor leis disciplinares, além da Lei de Deus (recebida no Monte Sinai) pra conter um povo ainda ignorante e com sentimentos e moral pouco desenvolvidos.

Sermão da Montanha por Bloch

Os dois versículos apresentados, remetem ao Sermão da Montanha. Nele, Jesus apresenta uma nova interpretação da lei mosaica. Verifiquei diversas traduções (1, 2, 3 e 4) para assegurar que a ideia central dos versículos não havia mudado.

Cristo

Kardec fala que Jesus não veio destruir a lei, mas cumpri-la, ou seja, apropriar os ensinamentos para o desenvolvimento da época. Porém, em relação às Leis de Moisés, Jesus as mudou completamente, combatendo também os abusos e má interpretações destas leis.

O Codificador complementa citando que havia verdades das quais não poderiam ser divulgadas à época, por não haver maturidade suficiente para compreendê-las. Entretanto, a ciência atual é capaz de contribuir para o desenvolvimento destas ideias, complementando as visões expostas pelo Cristo.

O Espiritismo

Citando Mateus, Kardec justifica que o Espiritismo veio também dar execução à Lei. O produto do espiritismo, que parte dos ensinamentos de Moisés e Jesus, é de fato a terceira revelação.

A minha “pulga atrás na orelha” em relação a este assunto sempre foi essa “pompa” (é assim como vejo, apesar de não ser apresentado desta forma) de ser o Consolador Prometido prometido por Jesus e presidido pelo próprio.

Ora, analisando esses “produtos” que compõem o espiritismo, vemos fontes bastante claras e pacíficas: os evangelhos. A visão que Kardec dá é pura lógica dedutiva sobre estes ensinamentos. Portanto, o conteúdo da obra está alinhado com as pregações do Cristo.

Muito embora as bases do espiritismo sejam bem sólidas, não gosto da forma como isto é apresentado, como sendo a “palavra oficial explicada” de Jesus. Se pensarmos bem, muitos tentaram atualizar e explicar os ensinamentos de Jesus, como Martim (ou Martinho) Lutero. Confesso que não sei se Lutero disse se a palavra dele era a verdade prometida [aprofundar].

[Questão em Aberto] Deixo esta como sendo a minha primeira questão em aberto sobre a doutrina: Por quê o Espiritismo se qualifica como a Terceira Revelação, o Consolador Prometido?

Aliança da Ciência e Religião

Interessantíssima a abordagem de Kardec ao estabelecer que, se na essência, ciência (lei do mundo material) e religião (lei do mundo moral) têm o mesmo princípio, é impossível haver contradições, pois a obra de Deus é perfeita.

Mais adiante, Kardec justifica, em parte, o surgimento do espiritismo só depois de 18 séculos. Afinal, teve de ocorrer toda uma revolução moral para que as pessoas passassem a aceitar a ligação Religião-Ciência.

Atenção: Este texto está em constante atualização, afinal, é um resultado de experiências na minha vida. O que está escrito aqui hoje, pode muito bem ser alterado para refletir uma nova visão.
Publicado em Espiritismo, Estudo Aberto | Deixar um comentário

Mensagem de Amor

Mais uma mensagem inspiradora, falando do amor como religião:

Irmão,

Todos os dias sente-se e deixe-se levar pelas ondas de amor que irradiam ao globo terrestre.

Você vive numa terra maravilhosa, cheia de nuances que fazem com que a experiência de estar vivo seja um prazer ainda maior. Sim, existem pessoas que ainda não experimentaram o prazer de receber a energia do Divino, porém, há tempo a todos.

Convido você a preparar-se para participar da congregação cada vez mais crescente dos Amigos do Amor. Façamos com que tudo seja o mais harmonizante possível e sempre vamos tentar estar com as energias positivas em dia, sempre aberto para uma inspiração “extra” do Alto.

Você sabe que deve deixar aquilo que vem do coração florescer e atuar sob o mundo de forma harmônica e pacífica. Não importa se há pessoas que ainda não aprenderam a viver pelo caminho do Amor. Eventualmente, estes irmãos irão nos seguir, e juntos formaremos uma grande força de união que levará este pequeno ponto no universo para cima e além, e além…

Faça passar a mensagem. Você pode confiar no Amor, pois essa é a única religião indivisível.

- A.C.

Publicado em Mensagens | Deixar um comentário

A Religião do Amor I

L’Amour

Tenho percebido cada vez mais pessoas convergindo para uma verdade única: o amor. Sim, explicarei. Li algumas mensagens que passam a ideia do amor como uma religião, doutrina, forma de viver e se expressar no mundo.

Sempre que pensamos em religião, doutrina ou escola de pensamento, imaginamos diversos ensaios filosóficos, científicos e esotéricos sobre a ideia. Então, como pensar no amor como uma religião? Afinal, além de um sentimento abstrato, é algo que com certeza difere de pessoa a pessoa, porém, é um sentimento que o indivíduo sempre associa a algo positivo, sentimental, prazeroso, confortável.

Então a religião do amor não é somente um emaranhado de textos e apontamentos, ora de difícil leitura, ora de uma simplicidade tamanha que nos faz questionar duas vezes a sua origem. A religião do amor é um sentimento singular no tempo, que atravessa a vida de uma pessoa como uma razão indubitável, como um arroubo de felicidade que nunca poderá ser repetido exatamente da mesma forma, mas poderá ser experimentado de diversas maneiras.

A conclusão que tiro é que professar a religião do amor é como explicar uma música: é uma experiência singular cada vez que é escutada.

Publicado em Psicologia da Alma | Deixar um comentário

Pedido para Amar

Uma mensagem de 06/08/2010:

Peço que haja amor no coração e paz no espírito

Que sinta a luz e a presença divina em todos os momentos

Peço consciência nas suas atitudes, que sejam sempre bem pensadas e avaliadas

Peço para que isso tudo seja entendido como uma forma de aprendizado, pois todos nós, com raras exceções, estamos aqui para realizar somente isso: aprender a amar

É sabido que há vários caminhos, cada um com sua particularidade

Todo caminho é um caminho certo, levando-se em consideração uma única medida: O Amor.

Quando sentir em você essa centelha querendo brilhar, deixa-a iluminar, deixe-a clarear a sua mente, e se o chamado permitir, a mente de outrem

Só peço que pratique o amor, pois é daí que tudo irá partir.

- Emanoel Fialho Lima

Publicado em Espiritualidade, Período de Mudança | Deixar um comentário