É treinando que se treina

by Leonardo Eloy

Compartilhando o Conhecimento

Muitas vezes procurei por formatos, ideias e outras abordagens que me ajudassem a compor um projeto onde poderia ajudar pessoas. Como a única coisa que sei fazer nessa vida é trabalhar com Tecnologia da Informação, o caminho natural seria utilizar este conhecimento e compartilhá-lo da melhor forma possível.

Esbocei algumas ideias, tipo aulas via webcast, onde poderia atingir uma ampla audiência e aproveitar o meu tempo da melhor forma. Com aproveitar o tempo, na realidade eu dizia: “desempenhar aquilo que planejei com o menor comprometimento do meu tempo pessoal possível”.

Alguns meses depois, ainda sem solução para os meus questionamentos, comecei a pensar sobre o motivo das minhas empreitadas neste setor não terem êxito. Como num impulso repentino, só me veio em mente a vontade de agir. “Faça, mesmo que não saiba como, mas comece”. Então em Fevereiro deste ano resolvi iniciar o que tivesse que iniciar. Parece vago, mas foi assim mesmo que se deu o processo.

Ainda na filosofia da coisa, passei a analisar os fatores que talvez tenham levado estas ideias por água abaixo. Foi quando percebi que a minha abordagem em relação ao ideal como o todo estava errada. Eu queria compartilhar conhecimento, mas comprometendo o mínimo possível do meu tempo. Ora, é como querer casar-se, mas sem ter a responsabilidade conjugal.

Nesta linha de pensamento, lembrei da famosa frase, que compõe a Oração da Paz, atribuída a Francisco de Assis, que reproduzo aqui não com fins religiosos, mas para expor melhor minhas colocações:

(…)
fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando, que se recebe.

(…)

Talvez eu deva me preocupar menos com o tempo e mais com o tempo das pessoas que eu me proponho a ajudar.

Teoria na Prática

Em investidas sociais, acredito numa abordagem de duas frentes: educação e assistência. Portanto, como o público-alvo de cursos e eventos que eu poderia ministrar muito provavelmente não necessita de ajuda assistencial, a melhor forma seria fazer com que estas pessoas contribuíssem também para projetos assistenciais.

Em resumo, para compor a turma de um curso ou evento, o aluno, através da compra de uma camisa, doação de alimentos e bens de uso pessoal. Obviamente, tudo seria revertido para aqueles que necessitam. Assim fechamos as duas frentes citadas acima.

Concretizando as Ideias

Partindo deste mote, foram esboçadas as ideias iniciais do projeto JavaCE Social. Podemos citar dois objetivos: um social e outro funcional. Obviamente, o primeiro visa arrecadar fundos para manutenção de outros projetos que atuam nesta linha. Já o objetivo funcional tem como missão treinar a força de trabalho de TI do Ceará, preparando estas pessoas para a execução de trabalhos no âmbito do Desenvolvimento de Software com tecnologias e metodologias de ponta.

Durante a inauguração da Célula Java da FATENE fizemos ótimos contatos para viabilizar este projeto. Pretendemos ainda no mês de Abril de 2010 lançarmos o primeiro curso.

Sobre datas de treinamentos, cursos e outras coisas, fiquem atentos no site do JavaCE Social.